Nova ferramenta com IA fecha o cerco contra o desmatamento em savanas da Amazônia

Nova ferramenta com IA fecha o cerco contra o desmatamento em savanas da Amazônia

O governo brasileiro lançou nesta segunda-feira, 15, o Deter Não Floresta (Deter NF), um novo sistema que expande o monitoramento diário para todos os ecossistemas da Amazônia. Desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a ferramenta fecha uma lacuna histórica ao vigiar áreas não florestais, como campos naturais e savanas, que correspondem a 20% do bioma e que antes não tinham um acompanhamento diário.

  • O que é: o Deter Não Floresta (Deter NF), um sistema de monitoramento diário para áreas não florestais da Amazônia.
  • Tecnologia: usa imagens de satélite e inteligência artificial para detectar desmatamento, queimadas e mineração.
  • Objetivo: combater o deslocamento de atividades ilegais para ecossistemas que antes tinham menor fiscalização.
  • Acesso: os alertas são públicos e já estão disponíveis na plataforma TerraBrasilis.

A inovação chega em um momento crucial. Dados recentes de agosto apontam que, enquanto os alertas de desmatamento na floresta densa caíram 36,6%, nas áreas não florestais da Amazônia houve um aumento de 8%, evidenciando a migração da devastação para essas zonas.

Cerco contra o desmatamento

Até agora, o monitoramento diário do Deter focava apenas na floresta densa. Com o Deter NF, a vigilância se torna completa, fortalecendo a capacidade de fiscalização de órgãos como o Ibama e as polícias ambientais.

“Estamos fechando uma lacuna crítica no monitoramento. Onde antes tínhamos um vazio de informação diária, agora temos transparência e agilidade. Isso democratiza o acesso à informação e fortalece imensamente a ação do Estado”, explicou André Lima, secretário do MMA.

A nova ferramenta é resultado de anos de pesquisa no Inpe e utiliza métodos avançados de inteligência artificial para garantir um sistema robusto e confiável. “Aplicamos técnicas avançadas […] para criar um sistema que atende a uma necessidade urgente de proteção de todos os ecossistemas do bioma”, disse Cláudio Almeida, coordenador do Inpe.

O plano agora é expandir a tecnologia para a Mata Atlântica, a Caatinga e o Pampa, biomas que ainda carecem de um monitoramento diário tão detalhado.